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QUANTA COISA O BRASIL JÁ ESQUECEU?

"Antes de discutir 2026, talvez o Brasil precise fazer uma coisa muito mais simples: lembrar."

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QUANTA COISA O BRASIL JÁ ESQUECEU?
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Quantos escândalos cabem na memória de um país antes que a indignação vire rotina?

Correios. Mensalão. Dólares na cueca. Aloprados. Pasadena. Petrolão. Instituto Lula. Tríplex. INSS. Banco Master.

Bom dia, boa noite ou boa sorte, dependendo do estrago que a esquerda fez hoje!

A lista impressiona. Mas também exige cuidado: nem todos esses episódios têm a mesma natureza, nem todos resultaram em condenações de Lula, e alguns sequer configuram acusação criminal contra ele. Banco Master e INSS, por exemplo, envolvem investigações e personagens diversos; associação política não é prova de participação pessoal.

Feita a distinção que qualquer jornalismo responsável deve fazer, sobra uma pergunta desconfortável:

Como o Brasil acumulou tantos escândalos envolvendo governos, partidos, aliados, estatais e estruturas de poder — e conseguiu normalizar tudo isso?

O MENSALÃO EXISTIU

Não é narrativa. Não é montagem de internet.

O Supremo julgou a Ação Penal 470 e condenou figuras importantes do primeiro governo Lula, incluindo José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

Lula não foi réu naquele processo.

Mas o escândalo aconteceu dentro de seu governo.

E aí começa o fenômeno brasileiro: surge um escândalo, aparecem documentos, depoimentos, processos, condenações, passam alguns anos e alguém pergunta:

“Mas isso aconteceu mesmo?”

Aconteceu.

DEPOIS VEIO A PETROBRAS

A Lava Jato revelou um gigantesco esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, empreiteiras, operadores e políticos de diferentes partidos.

Lula chegou a ser condenado nos casos do tríplex e do sítio de Atibaia.

Mas aqui existe outro fato que precisa ser dito inteiro: essas condenações foram posteriormente anuladas pelo STF por questões de competência da Vara Federal de Curitiba; depois, Sergio Moro também foi considerado parcial no processo do tríplex.

Anulação não significa que o STF tenha declarado Lula inocente após reexaminar todas as provas e concluir pela inexistência dos fatos. Significa que aquelas condenações deixaram de produzir efeitos jurídicos.

Essa diferença não é detalhe.

É história.

E AGORA O BRASIL DISCUTE 2026

E parece que todo ciclo eleitoral começa do zero.

Como se memória tivesse prazo de validade.

Como se questionar o passado fosse extremismo.

Como se cobrar explicações fosse perseguição.

Não é.

Democracia não exige amnésia. Exige memória.

E memória também significa não transformar suspeita em condenação. O caso do Banco Master, por exemplo, não pode simplesmente ser colocado na conta pessoal de Lula sem prova. O mesmo vale para irregularidades investigadas no INSS.

Mas também não podemos aceitar o truque contrário: usar a ausência de responsabilidade pessoal comprovada em um episódio para fingir que todo o contexto político desapareceu.

Não desapareceu.

O BRASIL PRECISA PARAR DE TER MEMÓRIA SELETIVA

Quando é o adversário, investigação basta para pedir renúncia.

Quando é o aliado, querem sentença definitiva, trânsito em julgado, carimbo, firma reconhecida e talvez uma confissão televisionada.

Isso não é princípio.

Isso é torcida.

E talvez esse seja o verdadeiro escândalo mostrado por essa imagem.

Não apenas aquilo que aconteceu em Brasília.

Mas aquilo que aconteceu conosco.

Nós nos acostumamos.

Escândalo virou episódio.

Bilhões viraram números.

Investigações viraram torcida organizada.

E personagens que ontem pareciam politicamente acabados voltaram ao centro do poder.

Então, antes de escolher presidente em 2026, faça uma coisa revolucionária:

lembre.

Leia.

Compare.

Separe acusação de condenação.

Separe anulação de absolvição.

Separe propaganda de documento.

E depois vote.

Porque um povo sem memória não escolhe o futuro.

Apenas repete o passado.

E agora eu pergunto:

O Brasil aprendeu alguma coisa ou simplesmente esqueceu tudo outra vez?

CULPADO ou INOCENTE?

Eu sou Rogério Nogueira. E esse foi mais um fatídico NogNews.

O poder não deixa digital. Só recibo.

O Estado cresce quando você empobrece.

TRIBUNAL DO LEITOR

Agora, decida você mesmo.

Depois de analisar os fatos apresentados nesta matéria, qual é o seu veredito?

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